Quarta-feira, Julho 01, 2009
Terça-feira, Junho 30, 2009
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Domingo, Junho 28, 2009
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Terça-feira, Junho 09, 2009
Segunda-feira, Junho 08, 2009
Quinta-feira, Junho 04, 2009
22 horas.

COLECT IVA consiste numa mostra de trabalho Imposta por Vários Artistas.
Adalberto Ferreira e Wara são dois dos artistas residentes no Elinga Teatro e moradores em Luanda. Catarina Horta e Costa chegou a Angola vinda de Lisboa há apenas duas semanas. Devir é de Lisboa e trabalha há 7 meses em Luanda Sul. E é nesta diferença de percursos, sensibilidades e influências, no seu confronto plástico, técnico, criativo e cultural que o conceito COLECT IVA tem o seu valor acrescentado. Uma mostra de trabalho interdisciplinar diversificada que pretende ser uma partilha de perspectivas, uma fusão de conceitos culturais, uma experiência para intervenientes e visitantes com um único objectivo comum:
A - Partilhar perspectivas
B - Mostrar trabalho
C – Evoluir
D – Criar
Etiquetas: Devir, deviRsuals, Exposição
Domingo, Maio 31, 2009
Sábado, Maio 23, 2009
Domingo, Maio 17, 2009
Segunda-feira, Maio 11, 2009
Domingo, Maio 10, 2009
Sábado, Maio 09, 2009
111
PalankinhaTerça-feira, Maio 05, 2009
O Ovo

A taberna da Lucinda era o único local de encontros e desencontros da pequena aldeia que era São Domingos. A minha base de brincadeiras e descobertas infantis. Vendia-se muito naquela altura. Vendia-se a nossa fruta, vinho, animais vivos e mortos de criação. Vendia-se tabaco. Vendia-se uma televisão sempre ligada a tinto e branco para todos os que ainda não tinham uma e para os outros que precisavam de um pretexto para sair de casa e pretendiam fazer uma troca de impressões quase sempre sobre lavoura, alfaias agriculturais, cooperativas, bola e a vida do próximo que sempre me pareceu a de todos. Se não andava pelo campo de bicicleta, a fazer carrinhos de esferas, a nadar em poças de água ou pendurado em tractores, trabalhava a servir copos de vinho, aguardente, licor caseiro, a vender mortalhas, onças de tabaco, Definitivos, guloseimas e melão a peso. E fazia trocos. Enquanto isto era sempre gozado e sem cerimónias, por todos os que naquele lugar paravam. Alfacinha e “tenrinho”, era o alvo preferencial para a gargalhada geral e constante aprendizagem da retórica saloia. Era um puto, uma esponja que assimilava maravilhado a partilha do espaço de convívio dos homens grandes da aldeia. Ouvia crescendo e dormia todos os dias sozinho, mas profundamente.
Uma noite de Verão, de um ano no inicio da década de 80, depois de jantarmos e com a taberna vazia, o eterno companheiro da minha avó, o Sr. Domingos, que para mim se tornou a referência de um avô sem o ser por sangue mas que foi o responsável pelo meu reconhecimento de informação relacionada com produção de vinho, agricultura estremadura, genuinidade, afastamentos, distinta descrição e amor incondicional, disse-me ser possível equilibrar um ovo. Lembro-me que questionava sempre o que eu aprendia na escola e tinha como dado adquirido. Falávamos muito. E eu, estudante primário da cidade “a cheirar a leite” depois de ter lido sobre Colombo respondi-lhe com ripanço que isso era impossível. Gozei-o. Para mim que só partindo a casca, parti-me a rir. Por seu lado, o Sr. Domigos sempre calmo e enorme, respondeu-me assertivamente que não. Que com concentração e paciência o famoso Cristovão não teria tido a necessidade de fazer batota porque era mesmo possível. E disse-mo com um olhar que para sempre guardarei porque me fez tomar a atitude de ir buscar aquele que seria o objecto da minha próxima experiência ou gozo cerrado durante dias. Um ovo. E para por de pé.
A técnica, explicou-me, era simples. Só tinha mesmo de querer. De acreditar que era possível. De seguida sentou-me num banco em frente ao balcão de mármore branco bem vivido que tinha um cheiro que só se encontra em tabernas. Forte. Uma base rígida. Bem construída e alinhada pela bolha de ar em relação à crosta terrestre. Colocou-me o ovo na frente e disse-me para lhe tocar apenas com quatro dedos. Indicadores e polegares das mãos esquerda e direita. Disse-me para fixar o ovo à altura dos meus olhos e o sentisse. Fui o que fiz.
No inicio pareceu-me impossível que estivesse a fazer aquela figura numa taberna de porta aberta para gáudio de todos os que subiam ou desciam a rua. Mas já estava. E abstrai-me de tudo e todos fixando o meu ovo com o propósito de o equilibrar. Desliguei-me, ligando-me a um ovo. E vivi um dos meus primeiros momento de abstracção concentrada consciente. Imóvel durante pelo menos meia hora e focado na célula, senti que existe um ponto de equilíbrio vertical. A linha da força da gravidade comum a todos e que tudo atrai para o mesmo centro. Sente-se muito bem. O ovo dança à sua volta evitando-a. As pontas dos dedos alternam o contacto mililimétrico e pode de facto ver-se uma força magnética em torno da linha de força vertical. E eu senti-a. E apercebi-me que era a colocação e distribuição do peso da matéria nesse ténue mas concreto ponto que tornaria o impossível em realidade. Totalmente perdido no tempo do processo e sendo completamente ignorado pela minha teimosia e imobilidade, chegou 0 momento. Atingi o ponto de verticalidade sentindo que o alinhamento estava feito antes mesmo de perder o contacto com a casca. Quando o soltei já tinha a certeza de que tinha conseguido. O “impossível”. E na minha frente, na taberna da minha avó, encontrava-se um ovo in tacto em perfeito equilíbrio.
Esbugalhado olhei para o Domingos e com o olhar apontei-lhe para que visse com os seus pequenos olhos vidrados o resultado do seu desafio. Calmo e grande, levantou-se na minha direcção, tirou a boina e de mãos nas algibeiras permaneceu em silêncio sorrido. A minha avó sentada no cadeirão de madeira de almofadas de crochet ficou incrédula de orgulho. Não acreditava que era possível. Mas era. Foi. É!
Por três minutos o ovo manteve a sua posição. Manteve-se no seu ponto de equilíbrio central e depois rebolou sobre si mesmo porque sim.
Nesse dia senti o sabor da conquista, uma harmonia que gosto. Uma elevação pela concretização do inesquecível.
No passado ano, voltei a São Domingos e enquanto pintava tive esta memória. Comentei-a e ninguém acreditou porque tinham de ver para crer. E viram. Viram um enorme ovo de avestruz em equilíbrio e sem que ninguém lhe toca-se.
Luanda Sul, 1 de mai0 de 2009
Devir
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Segunda-feira, Maio 04, 2009
Sexta-feira, Maio 01, 2009
Quinta-feira, Abril 30, 2009
Quarta-feira, Abril 29, 2009
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Sábado, Abril 11, 2009
Sábado, Abril 04, 2009
Quarta-feira, Abril 01, 2009
Sexta-feira, Março 27, 2009
Quinta-feira, Março 26, 2009
Publi compadres
Sexta-feira, Março 20, 2009
O Encontro

Continuei o caminho e prendi-o no pescoço até ao por do Sol. Já de noite, conclui que estava á minha espera.
Terça-feira, Março 17, 2009
Segunda-feira, Março 16, 2009
Quarta-feira, Março 11, 2009
Elinga

Angola está em permanente devir. Sente-se. O que foi ontem já não é hoje e o amanhã “logo se verá o que é” mas com certeza muito diferente será na certeza de um oleoso subsolo e solo, da sua cultura secularmente semeada pelo mundo, do investimento estrangeiro a nascente e poente, no embrião turístico de um imenso território e costa abençoados no berço por natureza, nas palancas em extinção, num campeonato de futebol e na ginga flexível da zungueira de todas as cores de filho á cinta dentro e fora dos musseques. E há Luanda, a única cidade que conheci e onde a Lua anda mesmo. No seu centro, na Mutamba reside a parte velha de uma cidade que nasceu e cresceu ao longo da baía. Ai resiste uma arquitectura colonialista. Portuguesa. Uma arquitectura do século XIX que me envia pelas fachadas o cheiro de Lisboa. Relembra um Estado, que também aqui, um dia quis ser Novo e que até hoje, apesar da guerra, das guerras e da maresia ainda permanece em bom estado de conservação apesar das cores esbatidas de um imperialismo decadente. E tem os dias contados. Existe um plano, ou a ausência de outro, para a reconstrução de toda aquela área histórica: - Vai a baixo! E vêm ai arranha-céus, vêm símbolos de capital, de crescimento, de futuro e de uma prosperidade com vidro reluzente, muito alumínio e luzes néon. Um “Dubaizinho” está orgulhosamente a caminho e o Elinga Teatro que ali nasceu vai cair por demolição anunciada apesar de ter sido inscrito como património em diário da República. Será um parque de estacionamento e na passada semana estreou lá uma peça. A última a ser encenada no local. “SombriLuz – Instantâneos de poesia angolana dos anos 50”. Não fui á estreia mas irei lá sempre que puder. Até cair. Porque o Elinga Teatro é o último reduto alternativo em Luanda. É o porto de encontro e segunda casa de actores, encenadores, artistas plásticos, fotógrafos, intelectuais, pseudo e curiosos bonitos. É um mito. Senti-o assim que entrei, subi as escadas, cheirei a madeira misturada com dragões (incenso repelente de mosquitos), absorvi o laranja vivo das paredes cicatrizadas, as histórias penduradas de outras vidas encenadas, os olhares frescos da varanda, o palco e a plateia, os recantos de acervos deixados por folias e correrias e um bar de conversas desconhecidas com bebidas, sorrisos e gelo do cano. No ar, a música das chegadas e partidas de uma vida comungada por todos. Amor á primeira vista existe. Existiu nesse dia e foi crescendo sempre que lá voltei porque não me soa ir a outro local.
Tenho sorte. Tive sorte. Na minha estreia estava programado um concerto. Muita sorte. Por sincronia vi ouvindo futurismo. Para uma plateia de meia centena os Next deram aquele que seria o seu último acontecimento no Elinga Teatro. Acabado de chegar de Portugal ensinaram-me tocando o que era Angola. Contaram-me várias histórias de fusão entre um passado e o futuro. Raízes, tendências, covers e revelações. Vivo, universal, world music. Fiquei e serei fã. Mais um seguinte seguidor.
Foi nesse dia que conheci o meu amigo Toy Boy. Foi quem me explicou que a varanda do edifício onde estávamos era parte (ainda) viva do história do teatro angolano. Que como ele, muitos tinham saído das ruas para integrarem projectos, aprenderem, ganharem experiência, delinearem objectivos comuns e poderem sonhar em liberdade. Crescerem. Que era assim desde 1985 mas que só em 1998, com o país ainda em guerra, nasceu formalmente o grupo Elinga Teatro que até hoje encenou mais de vinte de peças. Bebi literalmente as suas palavras e juntos brindamos ao destino que me tinha levado até ali e agora. Ambos bebemos bastante.
Nessa noite decidi que a minha terceira visita traria uma intervenção naquele espaço. E foi o que fiz. Desde esse dia fiquei atento para que me surgisse a resposta de como o fazer. E surgiu no Paredes. Em forma de past-up e como representação do meu primeiro conceito foto-graphico concebido em Angola. África.

Reencontrei-me num processo fotográfico em que optei por utilizar uma matriz de colagem. Precisava de um modelo. A primeira convocatória de uma sessão saiu furada. Fui ignorado pela ausência de dólares no processo. Na alternativa arranjei rapidamente outra modelo que reagiu prontamente á minha e á sua necessidade de criação. O resultado foi uma boa selecção de fotografias e maturidade de um conceito. Tratei toda as imagens, seleccionei uma e imprimi uma matriz. Tudo pronto. Não deu. Porque afinal ainda não seria aquela a arte final. Não tinha de ser assim. A modelo é Miss Simpatia em Angola e os direitos da sua imagem são bastante rígidos. O comité, ou lá o que é, tem em sua posse os direitos da sua imagem até ao final do ano. E não dá no dia D! Nada fácil de aceitar. Cheguei a desistir pela adversidade dos sinais que não foram mais que um teste á minha vontade de criação e energia. Intervir no Elinga passou a outro plano que desconhecia. Deixei passarem 48 horas e num terceiro momento falei com Jaqueline que como minha amiga acompanhou o processo. Perguntei-lhe se não me ajudava a completar o trabalho utilizando a sua imagem. Respondeu-me com a naturalidade de quem desde sempre já sabe que seria ela a matéria-prima do projecto que acabaria por vir a ter o seu nome: Miss Saluvo.



Miss Saluvo

Passou uma semana e voltei ao Elinga. Fiquei surpreso: as outras paredes tinham um intervenção feita pelo Toy. Cinco paineis de madeira pintadas de branco e dimensões consideráveis tinham sido penduradas em todas as outras paredes do salão de exposições onde está Saluvo até á demolição. O conceito era simples: a meio dessa noite trazer muita tinta surpresa para que na minha frente se desse uma reacção de todos os pintores e clientes presentes! Foi o que aconteceu. Num momento de criação dinâmica e interacção de todos, a minha lente captou aquela que seria uma das maiores manifestações artísticas a que já assisti e que resultaram em cinco painéis e um cartão; A Elinga Session Serie. A minha chama-se Elinguitanea e foi adquirida pelo Arquitecto Miguel Berger, as restantes, também compradas, seguem de barco para Portugal e o seu destino é o Museu da Memória em Lisboa. Agora, todos os finais de semana se continua a pintar por lá até vir festa do Adeus que foi reagendada para os dias 27, 28 e 29 do presente. Nesse dias vou projectar, pintar. E partir paredes com um pre texto.
Domingo, Março 01, 2009
Sábado, Fevereiro 28, 2009
Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009
Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009
3.300 gramas
Domingo, Fevereiro 15, 2009
Sábado, Fevereiro 14, 2009
Sexta-feira, Fevereiro 13, 2009
Quinta-feira, Fevereiro 12, 2009
If you think you are too small to make the diference try to sleep closed wida
(-Desenho ou escrevo sempre qualquer coisa em salas de espera que passam a salas de outra coisa qualquer. Agora estou numa clinica. Aguardo para ser atendido e sou o centro de olhares curiosos talvez por não parar o ataque ás folhinhas do bloco. Andava tão bem... E ontem fiz uma luxação durante a procura de uma fotografia que ainda não tinha visto. Pus mal o pé na bancada do teatro e agora dói-me inchado o tornozelo direito. Que Beleza é um pé saudável pé atrás do outro pé. O milagre da marcha. Um atrás do outro. Tão lindo andar e bem. Que simples liberdade! Já fiz a radioanálise que está no envelope, aguardo para ser visto por uma médica de geral e num ápice passou um instante… acho que vou continuar. E no tema dos insectos que começou bem e pode ajudar na pintura da chapa do mosquito silencioso. Apetece-me...)
“Já vai fazer dois anos que em Agosto conheci um irlandês no Freedom. Sorriu-me, aproximou-se, perguntou se se podia sentar no fardo e ali estivemos sem tempo até ao levantar do pé de vento que remexeu de surpresa a poeira. Disse-me que estudava insectos e falou-me de comportamentos incríveis de espécies com nomes impossíveis de memorizar. Sabia e referiu que os seus estudos sobre moscardos eram fundamentais no desenvolvimento agrónomo da nação e que a agricultura do futuro terá a colaboração directa de muitos lavradores com antenas. Fertilizam, polinizam, colonizam e controlam o desenvolvimento de outras espécies parasitas da cultura. A conversa continuou sem espinhas e confessou-me assertivamente que vivíamos na era dos insectos. Dinossauros: extinção. Insectos: continuação, evolução, mutações por adaptabilidade e florescimento como nunca. E disse mais. Se uma entidade extraterrena avalia-se o nosso planeta e calcula-se a biomassa das diferentes espécies residentes na bolinha azul... verificava que as espécies insectívoras não só pesam, como são muito mais! E estão na dianteira desde há muito tempo. Nesse momento saltei do fardo de palha com a constatação da sua certeza científica. Não sei se o que me disse é verdade, e nem sequer me perdi na pesquisa, mas recebi que ao contrário do que normalmente pensamos acerca do “nosso” planeta, Ela não é assim tão “nosso”. Somos somente uma parte integrante de um Sistema e só depende de nós ficarmos na Sua História como a espécie vírus que (já) desequilibrou, ou a espécie que curou, reconciliou e garantiu uma continuidade sustentável com o Todo...”
(- Alguém chama o meu nome. Parece que finalmente chegou a minha vez e não convém nada esquecer-me do radiodiagnostico!)
Devir
***
2 Fev. 09
Terça-feira, Fevereiro 10, 2009
Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009
Domingo, Fevereiro 08, 2009
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Quarta-feira, Fevereiro 04, 2009
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Domingo, Janeiro 25, 2009
Quarta-feira, Janeiro 21, 2009
Terça-feira, Janeiro 20, 2009
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Sábado, Janeiro 17, 2009
Terça-feira, Janeiro 13, 2009
Segunda-feira, Janeiro 12, 2009
Broa

Se não existisse Israel, existiria Palestina? Ou os habitantes da actual ou futura Palestina teriam o mesmo destino dos Curdos? Genocídio por parte dos seus vizinhos por meras razões geo-estratégicas. Como devem compreender aqui este problema vive-se mais intensamente. As pessoas por aqui pensam que o direito de matar é um direito adquirido quando se foge da doutrina instituída. Acredita-se que se pode tirar uma vida por se viver em "pecado". A partir daí quando por motivos religiosos, que ainda por cima, estão bastante misturados com a classe política e com as forças militares, se pode matar alguém ou conceber o mesmo. Cria-se um precedente, uma espécie de jusrisprudência popular que nos traz uma inúmera variedade de violências. Desde o apedrejar de uma mulher pela simples veleidade de falar com homens, ao matar de um homem porque vende umas cervejinhas ou por outros motivos que mais... Inimagináveis e inconcebíveis para a maioria dos ocidentais, confortavelmente sentados na sua sala, com o comando da sua televisão plasma de 97 polegadas na mão. "Broas" ao sabor do vento saem da boca de toda a gente. É inegável que é lamentável e repreensível a violência utilizada nestes últimos dia por parte de Israel sobre as gentes da Palestina. Escusado será dizer que o interesse desta guerra não é só o Hamas, que segundo se ouve foi criado pelos serviços secretos israelitas, virando-se o feitiço contra o feiticeiro. Os interesses são outros e de outros. Não se pense que só dos ocidentais, talvez os egípcios até se agarrassem a uma fatia destes territórios. Uma coisa é certa, nunca os governantes fazem a vontade do povo, até porque na realidade eles nem governam, navegam no meio de lobbies e interesses. Não aprovo o que se passa. Não aprovo um ataque com um tal desiquilíbrio de forças. Não aprovo a guerra, a violência em geral. A palavra que nos define anós "Humanos", só por si deveria de evitar qualquer tipo de acção semelhante... impensável. Mas há uma coisa que anda aqui a mexer com a minha cabeça... Por ser como sou, por estar onde estou, por questionar e discutir com as pessoas de cá os dogmas e doutrinas instituídas... Porque mais do que uma vez tive esta sensação nessas mesmas conversas:"Este gajo explodia-se pelas suas crenças!".
Sexta-feira, Janeiro 09, 2009
Quinta-feira, Janeiro 08, 2009
Volte Face

E foi. Esta photo-graphia (que alarga consideravelmente desde que tocada com jeitinho) foi integralmente concebida para entrar no terceiro número de um inacreditável projecto editorial da Conflito Estético - A revista
VOLTE FACE.
Convidaram-me para conceber um projecto de design para duas páginas no número 3 ainda em gestação. Na Ulisseia, no meu laboratório, disseram-me que a minha participação seria excelente. Apreciaram e acompanhavam o meu trabalho. Fizeram o trabalho de casa, mas no momento senti que gostaram de mim. Do que sou, acredito e sonho. Gostei muito muito deles Porque para se ser VolteFaciano é necessário alguns tomates, muita poesia, inteligência, loucura, desaire, necessidade de mutação, futurismo, pesquisa e amor verdadeiro.
Parece muito? Não é! Porque pôr na rua uma revista grátis SEM publicidade nenhuma, recheada de ilustração gráfica sem trelas, poesia vendaval e em quadritomia de ponta a ponta... é um lindo sonho de muitas páginas! Muito DIFícil mas que a Sara e o Jerónimo como dois sonhonautas que são e serão levam a bom porto. Pela terceira vez. E vão continuar a levar. É a sua missão.
Ajudar, Contribuir, Evoluir e Dar porque pude para o projecto Volte Face foi uma experiência com consequências irreversíveis na minha vida, conceitos, estética e técnica. Um Volte Face também para mim que só pode e deve continuar como Eles sabem e muito bem. Outra e mais outra e outra vez...
Querem Voltar alguma coisa? Entrem por aqui a dentro. Sem tempo.
http://www.volte-face.conflitoestetico.com
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Quarta-feira, Janeiro 07, 2009
Sexta-feira, Janeiro 02, 2009
Quinta-feira, Janeiro 01, 2009
Quarta-feira, Dezembro 31, 2008
Aluminium

São 22:35.
Tiq taq tiq tac. E é somente uma passagem. Uma pontinha momento para uma mudança numérica que neste caso específico implica a responsabilidade de mais uma unidade registo acrescida ao processo de criação e pesquisa em prol do belo processo de concepção plástica que não é mania. É doença destinada.
A escrita dactilográfica é mais rápida. Eficaz. O exercício da escrita ultimaMente tem sido feito com a mão. A caligrafia substituiu a dactilografia. Momento raro este. Tec tec prec. É quase meia noite do encerramento de de de 2008. Nunca tive um ano assim. Sou um astronauta depois de 2008. Significa isto que me sinto pronto para a exploração espacial que sempre cá esteve. Com que todos nascemos mas nem todos identificamos ou preferimos não reconhecer. Revendo bem, a viagem que foi o passado ano só tem de evoluir para outro plano. E é ai que hoje, porque ainda não posso estar contigo, me despeço com um mergulho de cabeça em 2009. Água fresca não tão fria.
Terça-feira, Dezembro 30, 2008
Segunda-feira, Dezembro 29, 2008
Quinta-feira, Dezembro 25, 2008
Mary Christmas

Quarta-feira, Dezembro 24, 2008
Sexta-feira, Dezembro 19, 2008
Quarta-feira, Dezembro 17, 2008
Pérola Negra

Como água suja da rua fétida no escuro deambular de um rosto sem encontro marcado num outro local sem ti. E que poluição inebriante me invade os sentidos em golfadas guelras de percepção. Comunhão. Não? E sempre! Como não?
Ovação ovulação de alucinação de desenfreada combustão de outro cheiro dimensão sem o odor da sublimação. Como não?
Ânsia. Prevista. Provocada. Inusitada. Calculada. Maioritariamente descontrolada. Espectacularmente semeada. Concebida. Realizada. Por mim. Julgada por ti. Testemunha!
Como não?
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Sexta-feira, Dezembro 12, 2008
Quinta-feira, Dezembro 11, 2008
Quarta-feira, Dezembro 10, 2008
Terça-feira, Dezembro 09, 2008
Segunda-feira, Dezembro 08, 2008
Domingo, Dezembro 07, 2008
Segunda-feira, Dezembro 01, 2008
Terça-feira, Novembro 11, 2008
Enquanto ouvir daquilo haverá sempre disto.
Hoje para mim não foi um dia igual ao teu. Desde manhã que senti a forte necessidade de te dar alguma coisa de Acrescentar algo. DISSER-TE qualquer coisa que ainda não tivessses visto. Habituar-te. Relembrar-te improvisionando para que visiOnes sentir mais uma vez e eu me deleite a fazê-lo. Um, Oferta. Dois, Procura. Três, Loucura. Três anos fixados. Sem cadeiras por fazer! O fecho de um ciclo. Que sabes bem, não se repetirá com as mesmas cores. Agora ficam as tuas. Deviram as minhas. Culpas porque culpo copulando por criação fisioLógica. Um, Dois e Três. Acção. Argumentação. Devir.
Necessidade. Visão e Materialização. Cagada em três actos. Aberração genuÍna de procura. Do que não tinha visto ainda. Colecciono porque faço. Se assim não fosse matavamambição. Porque mais não posso ter. Tenho o que gosto. Não tenho, faço. Faço o que poSso. Porque posso. Devo. E tenho. Feito como o bife, anzolado como o peixe. Come e pesca. Tempera e volta a serVir. Que vem. Que bem que fica. Bem catita. Na parrela da patita o truque está em trocar a perspectiva de quem vê para poder ver o que só pode vir a ser visto. Viste? Vistoso. Aplica-lhe flow quando sair em luz. (Não é couro coirão! É do Douro engarrado vintage vai durando vou). Iluminada. Para ti e como tu. Se quiseres mesmo muito Ri-te á parva que dá asas. Depois abalou, tão depressa e de tal forma que me relembrei do que sou e serei. Vou escrever mais. Gostava tanto. Gostavas? Vais gostar! Mesmo que te odeies, sejas marciana de Vénus ou o pudim veja insonso de tanto lolar. Sempre te adorarei. É assim que sou. Já não mudo. Não quero. Porque chega de silêncios forçados, de animais enjaulados, de muppies art acabados e impulsos controlados. Experimenta Novo! O primeiro mês é grátis depois são 999 sempre acumulados. Digitos baratos! Marado!!! Muito complicado...
Um ramo nascerá. Alto chegará. Porque sim. Porque ti. Voarás. Vou ser Tio. Vou!
DEVIR
+++++++
1- Beijo e Abraço para os meus maninhos atlantes Rui & Ana. Sem voçês na-dava. Á Andrea, porque sem ela era impossível. E ao Ricardo porque HOJE me ligou á intermet. Que bem que soube, acho que estava a precisar...
2 - Chuack redondo e tão grande que não consigo engolir.
3 - Se comentares dou-te um chupa! .)
Terça-feira, Outubro 14, 2008
Segunda-feira, Outubro 13, 2008
Sábado, Outubro 11, 2008
Sexta-feira, Outubro 10, 2008
Quinta-feira, Outubro 09, 2008
Quarta-feira, Outubro 08, 2008
Curta
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Terça-feira, Setembro 30, 2008
Quinta-feira, Setembro 18, 2008
Segunda-feira, Setembro 15, 2008
Segunda-feira, Setembro 01, 2008
Segunda-feira, Agosto 18, 2008

Etiquetas: Boom 08
































































































